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segunda-feira, agosto 13, 2012

Agenda Cinematográfica

:: 9500 CINECLUBE DE PONTA DELGADA ::

OFFSIDE — FORA-DE-JOGO (2006), de Jafar Panahi



No Irão, tal como em todas as partes do mundo, há milhares de mulheres adeptas de futebol. Porém, neste país, estão proibidas de entrar em estádios. Ainda assim, em todos os jogos, algumas mais ousadas disfarçam-se de homens e fazem de tudo para enganar a polícia de costumes iraniana. Mas, hoje, uma rapariga é detida à entrada e colocada no interior de uma vedação ao lado do estádio junto a um grupo de outras mulheres disfarçadas de homens. Ali, elas vão ter de encarar a sua própria condição e arranjar subterfúgios para enganar a polícia e, quem sabe, ainda assistir ao jogo.

Última longa de ficção de Jafar Panahi antes da proibição de filmar, inspirada num evento real que aconteceu com a filha do próprio realizador. O filme, em competição no Festival de Berlim de 2006, foi o vencedor do Urso de Prata.



[Hoje, pelas 21h30, na Sala 2 do Cine Solmar.]

domingo, dezembro 18, 2011

Críticas da Semana

Breve resumo dos principais filmes visualizados esta semana:

. THE FUTURE
. BLUE VALENTINE — SÓ TU E EU
. CONTÁGIO
. HABEMUS PAPA — TEMOS PAPA
. ISTO NÃO É UM FILME

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. THE FUTURE (2011), de Miranda July



Quando um casal (Miranda July e Hamish Linklater) decide adoptar um gato, a sua perspectiva de vida muda radicalmente, culminando numa literal alteração do curso normal do tempo e espaço.



Quando Miranda July estreou EU, TU E TODOS OS QUE CONHECEMOS, em 2005, não haviam dúvidas que — permitam-me a piada — o "futuro" da jovem realizadora afigurava-se interessante. A sua vontade em inovar a narrativa cinematográfica era revigorante e palpável. No entanto, esse talento parece, agora, resultar num descalabro de maneirismos irreconhecíveis em seres humanos e na atitude estanque de concordar, simultaneamente, com tudo e com nada como se daí fosse possível enunciar qualquer filosofia útil de vida.

Se o referido intuito de trazer algo de novo ao cinema independente norte-americano até poderia ser benéfico, o paradoxo de THE FUTURE reside em sofrer dessa ânsia: injecta surrealismo no quotidiano de personagens — felinos incluídos — que perseguem, voluntariamente, o pessimismo e a melancolia, busca em desespero aquilo que alguns apelidam de 'quirky' e, quando consegue exibir algum momento inspirado, regressa novamente ao vazio emocional e de ideias onde nos situa durante todo o filme. A evitar.

. BLUE VALENTINE — SÓ TU E EU (2010), de Derek Cianfrance



Dean (Ryan Gosling) e Cindy (Michelle Williams) tentam salvar o seu casamento. Justapostos com cenas lúdicas que traçam o seu namoro romântico de seis anos, o casal viaja através do desgosto brutal de promessas quebradas e de um amor que está perto do fim.



Mais do que o retrato do colapso de um matrimónio, esta é uma visão desencantada e áspera da classe média norte-americana — será por acaso que a separação do casal protagonista ocorre durante as celebrações do 4 de Julho? — unida ao realismo cínico e segurança narrativa de Cianfrance. E, apesar do sofrimento e crescente desdém conjugal a que assistimos, é impossível não nos identificarmos com o desenrolar de BLUE VALENTINE, de não pensarmos (e, quiçá, lamentarmos) em todos os planos e decisões tomadas no passado e que influenciam o nosso presente.

Se as razões da degradação do casamento de Dean e Cindy estão em profundo contraste com os primeiros dias de felicidade (observados em flashback), tal deve-se ao impressionante trabalho de Ryan Gosling e Michelle Williams, dois case studies de violência psicológica e desonestidade humana fomentada pela ausência de comunicação perante os que mais estimamos. E realismo cinematográfico, quando não exposto através de documentário, é isto. De visualização obrigatória.

. CONTÁGIO (2011), de Steven Soderbergh



À medida que um vírus desconhecido se espalha a uma velocidade nunca vista no mundo contemporâneo, os aspectos menos lisonjeiros da humanidade vão-se revelando.



Pouco recomendado a germofóbicos e cinéfilos em geral, CONTÁGIO é uma mera checklist dos dramas que associamos a este sub-género do filme-catástrofe: do pânico urbano até aos interesses políticos que se delineiam nos bastidores e a (suposta) luta de quem pretende denunciar toda a verdade, sem recorrer a uma montagem especialmente habilidosa nem se centrando numa personagem ou situação em particular.

Não é novidade que Soderbergh se distingue pela variedade de registos, que vão do experimental (SCHIZOPOLIS, 1996) ao entretenimento pointless (OCEAN'S ELEVEN — FAÇAM AS VOSSAS APOSTAS, 2001) com o mesmo à-vontade. Todavia, em CONTÁGIO, o cineasta aparenta somar mais um item à sua carreira — o de "tarefeiro", que reúne uma série de actores consagrados na concepção de uma obra que, só a espaços, revela-se minimamente interessante.

. HABEMUS PAPA — TEMOS PAPA (2011), de Nanni Moretti



O novo papa eleito (Michel Piccoli) sofre um ataque de pânico no momento em que é suposto aparecer na varanda da Praça de São Pedro para saudar os fiéis. Os seus conselheiros, incapazes de o convencer de que ele é o homem certo para o cargo, procuram a ajuda de um conhecido psicanalista (Nanni Moretti).



Apesar de não ser dos meus cineastas de eleição, sempre admirei a coesão que Nanni Moretti ostenta quando aborda a "sátira humanista". E o cenário de um Papa recém-eleito mas acossado por ataques de ansiedade prometia mais do que é aqui concretizado. Ou seja, nem sátira nem paródia, muito longe de se assumir como visão crítica do Vaticano, que falha parcialmente nos momentos deliberadamente construídos como humorísticos mas certeiro na observação das crises de identidade que podem atingir qualquer um de nós.

É nesse aspecto que HABEMUS PAPAM se demonstra um óptimo filme, nomeadamente porque tem a seu favor o rosto e talento de Michel Piccoli e em quem toda a narrativa deveria centrar-se. No fim, o psiquiatra (interpretado pelo próprio Moretti) não chega ao estatuto de caricatura, há uma diversidade de sub-plots cujas intenções nunca são devidamente justificadas e a verdadeira mensagem do filme — a redescoberta do indivíduo — quase passa despercebida. Vale mesmo pelo protagonismo de Piccoli.

. ISTO NÃO É UM FILME (2011), de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb



Jafar Panahi — cujas obras examinam de forma crítica a realizade social do Irão —, condenado a prisão domiciliária e proibido de filmar durante os próximos 20 anos, decide "contar" um filme em vez de o "fazer".



"Isto Não É Um Filme" porque nele não reencontramos o charme e a elegância que caracterizam a carreira cinematográfica de Panahi. Aqui, o cineasta iraniano é um indivíduo quase amedrontado, obviamente frustrado e sedento de expressão criativa. As "encenações" do filme que o impedem de materializar — uma história de amor com um ligeiro toque à Chekhov — representam as alturas mais dinâmicas da vida de um artista obrigado a reaprender os moldes mais básicos de interacção social.

Apresentado clandestinamente no estrangeiro, é um tributo à liberdade de expressão, cujos ideais serão (têm de ser!) estudados no futuro. Muito recomendado.

quinta-feira, maio 19, 2011

Festival de Cannes 2011 — Dia 9



Nono e "agitado" dia de Festival: devido às suas bombásticas declarações, proferidas ontem, de simpatia por Hitler, Cannes decidiu considerar Lars von Trier como persona non grata e baniu a sua presença de futuras edições do certame. Contudo, MELANCHOLIA permanece em competição (ou seja, ainda elegível para prémios, incluindo a Palma de Ouro) e as reacções de estupefacção à decisão da organização não tardaram em fazer-se sentir...

Esta quinta-feira fica, também, marcada pela exibição de dois dos títulos mais sonantes em concurso. Pedro Almodóvar apresentou LA PIEL QUE HABITO, protagonizado por Antonio Banderas, ou a primeira experiência do realizador espanhol no cinema de terror, numa mistura explosiva de horror, suspense e cirurgia plástica.

Almodóvar posa para os fotógrafos

Um pujante Antonio Banderas, dentro e fora do grande ecrã

E, a julgar pela imprensa especializada, não estamos perante uma experiência falhada. Com Banderas a encarnar um «'neo-Frankenstein' de forma convincente», LA PIEL QUE HABITO está repleto de «surpreendentes revelações» e fotografia dominada por «sensualidade, texturas e salpicos de sangue». Contudo, realçou-se que, apesar de uma premissa tão ambiciosa, o filme «nunca atinge todo o seu potencial».

O sempre activo Takashi Miike pisou hoje a Croisette para a exibição de HARA-KIRI: DEATH OF A SAMURAI, a mais recente incursão do cineasta japonês pelo mundo das histórias de poder e vingança entre samurais.

Takashi Miike e o actor Eita demonstram o poder dos samurais

Num filme «metódico e, por vezes, frontalmente sombrio», Miike foi duramente criticado pela «construção de narrativa pouco satisfatória» e uma «incompreensível e inútil opção pelo formato 3D». Aparentemente, não se trata dos melhores títulos em competição.

Fora de competição, e desafiando as autoridades iranianas, Cannes conheceu THIS IS NOT A FILM, a obra mais recente de Jafar Panahi e que descreve o quotidiano do cineasta um dia antes de saber o veredicto do recurso ao seu mandato de prisão. Uma obra documental capaz de transformar «censura numa forma de arte».

Jafar Panahi

Destaque final para o primeiro prémio atribuído no âmbito da presente edição do Festival. TAKE SHELTER, de Jeff Nichols, arrecadou o Grande Prémio da Semana da Crítica.

Imagem de TAKE SHELTER, com Michael Shannon e Jessica Chastain

[Crédito de imagens: Getty Images e Site Oficial do Festival]

terça-feira, maio 10, 2011

Festival de Cannes 2011 — Antevisão



Começa amanhã, e prolongando-se até 22 do corrente mês, a 64ª edição do Festival de Cannes. Palco de cerimónias cuidadosamente planeadas e ferozes disputas artísticas, o certame iniciar-se-à com a ligeireza cómico-romântica de Woody Allen mas rapidamente assumirá faceta "sombria": desde a clandestina presença e à última da hora de Jafar Panahi (realizador iraniano detido pelo regime de Ahmadinejad), passando pelo auspício de momentos desconfortáveis "oferecidos" por Almodóvar, von Trier e Dumont, até aos potenciais arrepios que as primeiras obras de Julia Leigh e Sean Durkin poderão causar, apenas uma certeza existe: vão ser os onze dias de cinema mais electrizantes do ano.

Não se adivinha tarefa fácil para o júri, este ano presidido por Robert De Niro, atribuir a Palma de Ouro. O muito aguardado regresso de Terrence Malick, a habitual "pressão" dos irmãos Dardenne ou a presença de Bilge Ceylan e Kaurismäki na Selecção Oficial prometem incerteza até ao derradeiro minuto.

Como já é tradição, o Keyzer Soze's Place acompanhará o Festival com o relato dos melhores momentos de cada dia. Por agora, segue o destaque dos principais títulos a serem exibidos na Croisette:

  • Em Competição

  • . LA PIEL QUE HABITO, de Pedro Almodóvar



    Baseado num romance de Thierry Jonquet, narra a vingança de um cirurgião plástico (Antonio Banderas) que, após a morte da esposa num acidente de viação, procura conceber uma espécie de pele humana que proteja uma pessoa de qualquer agressão.

    . HEARAT SHULAYIM, de Joseph Cedar



    A história de uma insana rivalidade entre pai e filho, ambos excêntricos professores numa Universidade Hebraica de Jerusalém. O filho é um sedento oportunista, apenas interessado nos louvores atribuídos por aquela instituição; o pai é um obstinado purista mas, secretamente, anseia pelo reconhecimento público do seu trabalho. O concurso para o prémio mais prestigiante de Israel levará os dois a um amargo confronto final.

    . ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA, de Nuri Bilge Ceylan



    A vida numa pequena cidade é semelhante à experiência de caminhar no meio das estepes: o sentimento de que "algo novo e diferente" irá aparecer por trás de cada monte numa paisagem que se demonstra sempre igual e a estrada persistentemente monótona...

    . LE GAMIN AU VÉLO, de Jean-Pierre e Luc Dardenne



    Cyril (Thomas Doret), prestes a completar doze anos, tem apenas um plano: encontrar o pai que o abandonou num infantário. Conhece, por acaso, Samantha (Cécile de France), a gerente de um salão de cabeleireiros que o deixa ficar com ela nos fins-de-semana. Cyril é incapaz de reconhecer a empatia que Samantha sente por ele; contudo, só esse amor poderá acalmar a ira que cresce dentro do rapaz.

    . LE HAVRE, de Aki Kaurismäki



    Comédia dramática sobre um desiludido escritor (André Wilms) que decide iniciar uma respeitável, mas pouco lucrativa, carreira de engraxador de sapatos. Com o sonho de triunfar na literatura finalmente enterrado e feliz por viver junto de amigos e da esposa Arletty, o destino obriga-o a ajudar um jovem refugiado africano (Blondin Miguel).

    . SLEEPING BEAUTY, de Julia Leigh



    Conto de fadas erótico sobre Lucy (Emily Browning), jovem estudante universitária atraída para um misterioso mundo de beleza e desejo. De forma a conseguir pagar as despesas, aceita um emprego na mansão de Clara (Rachael Blake) como objecto sexual de clientes que só encontram satisfação na literal passividade de Lucy.

    . THE TREE OF LIFE, de Terrence Malick



    Jack (Sean Penn), uma alma perdida no mundo moderno, procura reconciliar-se com a sua juventude, marcada pela relação conflituosa com o pai (Brad Pitt), e entender a mais importante regra da vida que nunca poderá ser alterada: o eterno esquema de que todos fazemos parte.

    . LA SOURCE DES FEMMES, de Radu Mihaileanu



    Numa pequena aldeia entre o Norte de África e o Médio Oriente, o trabalho de subir ao alto da montanha para recolher água de uma fonte sempre esteve reservado às mulheres. Um dia, a jovem Leila (Leïla Bekhti) exorta as restantes mulheres a entrarem numa greve particular: não haverá amor nem sexo até os homens assumirem a tarefa de ir buscar a água para a aldeia.

    . ICHIMEI, de Takashi Miike



    O samurai Hanshiro (Ebizo Ichikawa) solicita licença para cometer hara-kiri no pátio da casa do senhor feudal Kageyu (Koji Yakusho). Este, relutante em aceitar essa defesa de honra, recorda a trágica história de um pedido semelhante feito por um jovem ronin chamado Motome. Mas nas costas do arrogante Kageyu, um laço vingativo formou-se entre Hanshiro e Motome...

    . HABEMUS PAPAM, de Nanni Moretti



    Após a morte do Papa, reúne-se um conclave para decidir o sucessor. O cardeal escolhido (Michel Piccoli) parece incapaz de suportar o peso de tal responsabilidade. Será ansiedade? Depressão? Simples inadaptação? Enquanto os fiéis aguardam na Praça de São Pedro pelo anúncio do novo pontífice, o Vaticano recorre a métodos pouco ortodoxos para solucionar a crise.

    . THIS MUST BE THE PLACE, de Paolo Sorrentino



    A estreia de Paolo Sorrentino (IL DIVO — A VIDA ESPECTACULAR DE GIULIO ANDREOTTI, 2008) ao leme de uma produção norte-americana centra-se em Cheyenne (Sean Penn), um próspero e reformado cantor de rock, que regressa a Nova Iorque após receber notícias da morte do pai. Descobrindo a humilhação que o falecido suportou às mãos de um oficial das SS em Auschwitz, Cheyenne percorre os Estados Unidos para enfrentar Muller, vingar o pai e redescobrir a sua própria identidade.

    . MELANCHOLIA, de Lars von Trier



    Justine e Michael (Kirsten Dunst e Alexander Skaarsgård) celebram o seu casamento com a realização de uma sumptuosa festa na casa da irmã (Charlotte Gainsbourg) da noiva. Entretanto, um planeta desconhecido ameaça destruir a Terra...

    . DRIVE, de Nicolas Winding Refn



    Duplo em Hollywood durante o dia e motorista de criminosos durante à noite, um homem solitário (Ryan Gosling) vê-se perseguido pelo homem mais perigoso de Los Angeles quando um trabalho falha redondamente. Para sobreviver, terá de se exceder naquilo que melhor sabe fazer: conduzir.

  • Un Certain Regard

  • . RESTLESS, de Gus Van Sant



    Annabel (Mia Wasikowska), a padecer de um cancro terminal, e Enoch (Henry Hopper), a recuperar da trágica morte dos pais, conhecem-se por acaso num funeral e rapidamente percebem que possuem diversos e inesperados pontos em comum. Juntos, serão capazes de conceber as suas próprias regras para enfrentar as amarguras da vida.

    . HORS SATAN, de Bruno Dumont



    Na Côte d'Opale, perto de um rio, vive um estranho homem que é ajudado por uma rapariga natural daquela região. Juntos encetarão uma série de súplicas privadas, perto de lagoas onde o diabo passeia...

    . MARTHA MARCY MAY MARLENE, de Sean Durkin



    Assombrada por dolorosas memórias e sofrendo de ansiedade crescente, Martha (Elizabeth Olsen) escapa ao controlo de uma seita abusiva e regressa a casa para viver com a irmã Lucy (Sarah Paulson). Contudo, os constantes pesadelos causados pela coerção psicológica daquele culto impedem uma vida normal e Martha acaba por cair num irremediável estado de pânico permanente.

    . THE DAY HE ARRIVES, de Sang-soo Hong



    Sang-Joon (Yu Jun-Sang), professor de Cinema numa universidade de província, viaja até Seul para se encontrar com o crítico Young-Ho (Kim Sang-Jung). Durante essa estadia de três dias, Sang-Joon trava uma série de encontros com a sua ex-namorada, cuja omnipresença torna-se quase intolerável.

    . ARIRANG, de Ki-duk Kim



    Filme íntimo e pessoal de Kim Ki-duk, no qual aborda o seu "desaparecimento" nos últimos três anos, durante os quais enfrentou diversos problemas de saúde.

    . ET MAINTENANT, ON VA OÙ?, de Nadine Labaki



    Situado num país devastado pela guerra, esta é a história da determinação de um grupo de mulheres em proteger a sua comunidade das forças divisoras que ameaçam ruir aquela união. Mas quando os eventos assumem contornos trágicos, até onde irão estas mulheres para evitar um sangrento tumulto?

    . LOVERBOY, de Catalin Mitulescu



    Luca (George Pistereanu) tem 20 anos, reside numa pequena cidade junto ao Danúbio e seduz mulheres para depois vendê-las a uma rede de tráfico humano que opera no Mar Negro. Quando conhece e apaixona-se por Veli (Ada Condeescu), Luca decide rever o seu estilo de vida.

    . TRABALHAR CANSA, de Marco Dutra e Juliana Rojas



    Helena (Helena Albergaria), jovem dona de casa, decide abrir a sua própria mercearia. Para dedicar-se ao negócio, contrata Paula (Naloana Lima) para tomar conta da filha. Mas quando o seu marido Otávio (Marat Descartes) é subitamente demitido, as relações entre estas três personagens alteram-se e acontecimentos perturbadores ameaçam a rentabilidade do estabelecimento.

  • Fora de Competição

  • . MIDNIGHT IN PARIS, de Woody Allen



    Comédia romântica sobre uma família americana que viaja em negócios para Paris. Aí, um jovem casal (Owen Wilson e Rachel McAdams) é forçado a testar a ilusão de que uma vida diferente é sempre melhor que a actual.

    . THE BEAVER, de Jodie Foster



    Atormentado pelos seus "demónios interiores", Walter Black (Mel Gibson), em tempos um chefe de família e executivo bem sucedido, cai numa profunda depressão. Por mais que se esforce, Walter parece não ser capaz de se reencontrar... até que a marioneta de um castor entra na sua vida.

    . PIRATES OF THE CARIBBEAN: ON STRANGER TIDES, de Rob Marshall



    A enigmática Angelica (Penélope Cruz) obriga o Capitão Jack Sparrow (Johnny Depp) a embarcar numa imprevisível viagem em busca da Fonte de Juventude.

    . IN FILM NIST, de Jafar Panahi e Mojtaba Mirtahmasb



    Um dia na vida do cineasta Jafar Panahi, antes da celebração do Novo Ano Iraniano.

    . LES BIEN-AIMES, de Christophe Honoré



    Da Paris dos anos 60 até à Londres do Século XXI, Madeleine (Catherine Deneuve) e a sua filha Vera (Chiara Mastroianni) entram e saem da vida dos homens que amam. Mas nem todas as épocas permitem sentir o amor com a mesma ligeireza. Como resistir ao tempo que corrói os nossos sentimentos mais profundos?

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    O programa completo do Festival, nas suas várias secções, pode ser consultado aqui.

    [Fontes: sinopses traduzidas a partir da informação disponível no site oficial do Festival; imagens retiradas do Mubi.]