Mostrar mensagens com a etiqueta Terrence Malick. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terrence Malick. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, abril 12, 2013

Hollywood Buzz #202

O que se diz lá fora sobre TO THE WONDER, de Terrence Malick:



«There will be many who find TO THE WONDER elusive and too effervescent. They'll be dissatisfied by a film that would rather evoke than supply. I understand that, and I think Terrence Malick does, too. But here he has attempted to reach more deeply than that: to reach beneath the surface, and find the soul in need.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«Never before has Malick explored sexuality so openly onscreen, and while the nudity is fairly discreet, the eroticism of flesh cradling flesh, even the gesture of a hand touching a shoulder, turns out to be a natural subject for Lubezki’s exquisitely graceful camerawork.»
Justin Chang, Variety.

«The fine intentions of TO THE WONDER pave a road to puzzlement, not awe.»
A.O. Scott, The New York Times.

«A film that seems drained of life and ideas rather than sustained by them.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

«Through the character of a saddened priest, Malick seems to be saying that the reason for our breakups, for our fragmented lives and relationships, is that we can no longer see God. If we could, we would be whole again. That may be true, but in TO THE WONDER, it's Terrence Malick who isn't letting his characters be whole.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

domingo, setembro 02, 2012

Festival de Veneza 2012 — Dia 5



Ao quinto dia de Festival, Terrence Malick, apupos, aplausos e muito debate aceso. Sucedeu o mesmo em Cannes com A ÁRVORE DA VIDA (2011) e o resultado foi o que se conhece...

. TO THE WONDER, de Terrence Malick (Selecção Oficial)

Olga Kurylenko posa para os fotógrafos. Malick, uma vez mais, não marcará presença

«Is unlikely to win over many who’ve sworn off Malick in the past, but it’s certainly one that leans towards traditional narrative a little more than THE TREE OF LIFE. And to our eyes at least it felt like a more coherent, deeply felt and satisfying film than its predecessor, and one of the highlights of the festival so far.»
Oliver Lyttelton, in indieWIRE.

«A slighter (and more repetitive) version of THE TREE OF LIFE in most respects, its flowing, exquisite imagery and elegant soundscape certainly pleasing to the eye and ear but the moves and motives of its sketchy characters failing to offer enough substance to nourish the spirit.»
Matt Mueller, in indieWIRE.



. LEMALE ET HA’CHALAL, de Rama Burshtein (Selecção Oficial)

Rama Burshtein, uma estreia sorridente em Veneza

«Stunningly shot in shallow focus, giving the ladies a soft incandescence, the film looks with great sympathy on a young woman being pressured by her mother to marry her late sister's husband.»
Jay Weissberg, in Variety.

«A serious romantic drama (though there are more than a few moments of rom com) in the context of a closed group with strict rules relating to marriage and relationships.»
Deborah Young, in The Hollywood Reporter.



. LOVE IS ALL YOU NEED, de Susanne Bier (Fora de Competição)

Estrelas e equipa técnica de LOVE IS ALL YOU NEED, com Pierce Brosnan ao centro

«It's neither unpredictable nor exactly fresh, but audiences willing to surrender to Susanne Bier's gently comic romance will find plenty of rewards.»
David Rooney, in The Hollywood Reporter.



--//--

[Fotos: Associated Press, AFP e Getty Images]
[Vídeos: canal do YouTube do Festival.]

domingo, agosto 26, 2012

Festival de Veneza 2012 — Antevisão



Veneza prepara-se para acolher, a partir do próximo dia 29 e até 8 de Setembro, a 69ª edição de um dos principais festivais de cinema mundiais.

2012 assinala o primeiro ano de Alberto Barbera enquanto director artístico do Festival, e a mudança já se fez sentir — uma selecção oficial mais reduzida em comparação com as edições anteriores mas enorme em qualidade dos nomes reunidos e consequente expectativa gerada.

O júri internacional, presidido este ano pelo realizador Michael Mann, irá avaliar cerca de vinte obras para decidir qual será o galardoado com o Leão de Ouro para Melhor Filme, de uma selecção que o Keyzer Soze apresenta, de seguida, os seus destaques:

  • Em Competição

  • . THE MASTER, de Paul Thomas Anderson



    Um veterano da Marinha (Joaquin Phoenix) regressa a casa depois da Guerra perturbado e incerto relativamente ao seu futuro — até ao momento em que é aliciado para A Causa e pelo seu carismático líder (Philip Seymour Hoffman).

    . APRÈS MAI, de Olivier Assayas



    Paris, início dos anos 70. Gilles (Clement Metayer) é um estudante secundário completamente embrenhado na efervescência política e criativa do seu tempo, oscilando, tal como os seus colegas, entre o compromisso radical e as aspirações pessoais. Das primeiras experiências sexuais até às revelações artísticas durante uma viagem que termina em Londres, Gilles e os seus amigos terão de fazer escolhas cruciais de forma a encontrarem o seu rumo.

    . BELLA ADDORMENTATA, de Marco Bellocchio



    A história dos últimos seis dias de Eluana Englaro (cujo falecimento nunca ficou totalmente esclarecido) e a sua interacção com uma série de personagens fictícias de diferentes credos e ideologias.

    . PASSION, de Brian De Palma



    Christine (Rachel McAdams) retira prazer do controlo que exerce sobre a jovem e ingénua Isabelle (Noomi Rapace), conduzindo-a cada vez mais longe num jogo de manipulação e sedução, domínio e humilhação. Mas quando Isabelle dorme com um dos amantes de Christine, a guerra instala-se. Na noite do homicídio, Isabelle foi assistir a um bailado, enquanto Christine recebe um convite sedutor. De quem? Ela adora surpresas e dirige-se nua para o quarto onde o amante misterioso a aguarda...

    . PIETA, de Kim Ki-duk



    Contratado por prestamistas, um homem (Jo Min-soo) vive da tarefa, ameaçadora e brutal, de cobrar dívidas a várias pessoas. Sem família nem nada a perder, leva a cabo o seu trabalho independentemente da dor que causa a uma série de famílias. Até ao dia em que uma mulher (Lee Jung-jin) afirma ser a sua mãe. Rejeitando-a friamente à primeira, o homem aceita-a, gradualmente, na sua vida.

    . OUTRAGE BEYOND, de Takeshi Kitano



    A família criminosa Sanno subiu ao estatuto de enorme organização, expandindo o seu poder junto das esferas políticas e das grandes empresas legítimas. Os altos quadros da família Sanno são agora ocupados por jovem executivos, relegando os membros mais velhos para um patamar secundário. Essa fragilidade na hierarquia dos Sanno é exactamente o que detective Kataoka procurava, num momento em que a polícia se prepara para levar a cabo uma rusga a larga escala.

    . SPRING BREAKERS, de Harmony Korine



    Durante uma operação stop, quatro universitárias são detidas pela polícia por posse de estupefacientes. Durante a sua audição em tribunal, a fiança das raparigas é inesperadamente paga por Alien (James Franco), um infame bandido local de coração doce, que lhes proporcionará uma louca viagem de férias.

    . TO THE WONDER, de Terrence Malick



    Após visitarem o Mont Saint-Michel — em tempos denominado pelos franceses como "A Maravilha" (the Wonder) — no auge da sua paixão, Marina (Olga Kurylenko) e Neil (Ben Affleck) mudam-se para o Oklahoma, onde os problemas não tardam em surgir. Marina faz amizade com um padre (Javier Bardem) a atravessar uma crise de fé, e Neil renova os laços com uma amiga de infância, Jane (Rachel McAdams).

    . SINAPUPUNAN, de Brillante Mendoza



    Após sofrer o seu terceiro aborto espontâneo, Shaleha agoniza por não conseguir conceber uma criança. Sentindo que o seu marido Bangas An deseja ser pai, ela decide arranjar-lhe uma companheira mais nova. Dia e noite, Shaleha e o marido procuram nas comunidades vizinhas por uma mulher fértil para Bangas An.

    . LINHAS DE WELLINGTON, de Valeria Sarmiento



    Depois das tentativas comandadas por Junot (1807) e Soult (1809), Napoleão Bonaparte envia um novo e poderoso exército, comandando pelo Marechal Massena, para invadir Portugal em 1810. Os franceses alcançam, facilmente, o centro do país, mas o exército Anglo-Português, liderado pelo General Wellington (John Malkovich), aguarda-os...

    . PARADIES: GLAUBE, de Ulrich Seidl



    Para Annamaria, uma técnica de raios-x, o paraíso reside em dedicar as férias a trabalho missionário. Na sua peregrinação diária em Viena, ela vai de porta em porta transportando uma estátua da Virgem Maria. Um dia, depois de vários anos sem dar notícias, o seu marido, um muçulmano egípcio confinado a uma cadeira de rodas, regressa a casa. Os cânticos e as orações de Annamaria confundem-se com quezílias.

  • Fora de Competição

  • . ENZO AVITABILE MUSIC LIFE, de Jonathan Demme



    Filme sobre Enzo Avitabile, a sua música e Nápoles, que surge da estima recíproca entre dois artistas — Jonatham Demme é, há muito, fã do trabalho de Enzo, conhecido no mundo musical como um apaixonado pela pesquisa e experimentação artística.

    . LULLABY TO MY FATHER, de Amos Gitai



    Amos Gitai narra a história do seu pai, Munio Weinraub, estudante na escola de design e arquitectura Bauhaus, na cidade de Dessau, até ao seu encerramento por Hitler em 1933. Em Maio do mesmo ano, Weinraub é acusado de "traição contra o povo alemão", aprisionado e expulso da Alemanha.

    . BAD 25, de Spike Lee



    Documentário comemorativo do 25º aniversário do álbum 'Bad' de Michael Jackson.

    . THE RELUCTANT FUNDAMENTALIST, de Mira Nair



    Demonstrações estudantis grassam por Lahore, enquanto o jovem professor paquistanês Changez Khan (Riz Ahmed) revela ao jornalista Bobby Lincoln (Liev Schreiber) o seu passado como brilhante analista financeiro em Wall Street, o futuro promissor que tinha à sua frente e de como o iria partilhar com a sofisticada Erica (Kate Hudson). Mas o 11 de Setembro alterou todos os seus planos.

    . O GEBO E A SOMBRA, de Manoel de Oliveira



    Apesar da idade e do cansaço, Gebo (Michael Lonsdale) persegue a sua actividade de contabilista para sustentar a família. Vive com a mulher, Doroteia (Claudia Cardinale), e a nora, Sofia (Leonor Silveira), mas é a ausência do filho, João (Ricardo Trêpa), que os preocupa. Gebo parece esconder algo em relação a isso, em particular a Doroteia, que vive na espera ansiosa de rever o seu filho. Sofia, do seu lado, espera também o regresso do marido, ao mesmo tempo que o teme. Subitamente, João aparece e tudo muda.

    . THE COMPANY YOU KEEP, de Robert Redford



    Jim Grant (Robert Redford) é um advogado dos direitos civis e pai solteiro que educa a filha nos tranquilos subúrbios de Albany. A sua vida muda completamente quando um jovem jornalista, Ben Shepard (Shia LaBeouf), expõe a verdadeira identidade de Grant: um fugitivo radical e anti-guerra que, nos anos 70, foi procurado por homicídio.

    O programa completo, incluindo as secções secundárias, pode ser consultado no site oficial do Festival.

    [Fotos: Cine.gr, CINeol, Movieplayer e Screenweek.]

    terça-feira, junho 19, 2012

    Iniciativas Conjuntas #11

    Sem hesitação nem pretensiosismo, afirmo que a comunidade blogger cinéfila é uma das mais dinâmicas em Portugal. Segue um exemplo.

    A convite do Cine31, fui desafiado a elaborar uma lista de "ódios de estimação" muito especial, realçando filmes comummente considerados como bons mas que eu não aprecio. Como resposta, ficou esta reflexão:

    --//--

    . CASABLANCA (1942, Michael Curtiz)

    Fama: rating de 8.7 no IMDB; 97% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; três Óscares da Academia (incluíndo Melhor Filme); considerado como obra de relevância cultural e histórica; detentor de um fascínio cinéfilo indescritível, infinito e intergeracional.

    Ódio: gerado por três aspectos que, normalmente, estão associados a filmes rotulados de menores: pejado de artificialidade emocional, a rigidez unidimensional das personagens (autênticos arquétipos, para não dizer estereótipos, de previsibilidade) e não é mais do que um esforçado apelo propagandístico à intervenção dos EUA na II Guerra Mundial.

    . O NOVO MUNDO (2005, Terrence Malick)

    Fama: rating de 6.8 no IMDB; 61% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; pertence à curta mas qualitativamente robusta carreira de um dos cineastas a quem o adjectivo "visionário" parece assentar que nem uma luva; galardoado por diversas associações de críticos norte-americanos.

    Ódio: a direcção de fotografia é, de facto, muito bonita, mas assistimos ao típico exemplo de "feitiço virado contra o feiticeiro": a habitual poesia narrativa de Malick nunca consegue despontar, afigurando-se sempre mecânica e desordenada; com a excepção de Christian Bale num papel secundário, o filme é um caso sério de miscastings.

    . MÚSICA NO CORAÇÃO (1965, Robert Wise)

    Fama: rating de 7.9 no IMDB; 84% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; quatro Óscares da Academia (incluíndo Melhor Filme); omnipresente nas listas, efectuadas por diversas publicações, de melhores filmes de todos os tempos, sobretudo no género dos musicais; todos sabem traulitar, no mínimo, o refrão do seu tema principal.

    Ódio: não há, para mim, pior decisão artística do que impor ao espectador, e ao pormenor, quando este deve rir, chorar e enternecer-se, ou qual o destino de férias que terá de escolher para as próximas férias de Natal (o filme fez maravilhas pelo turismo da Áustria...); o pormenor da paixão entre uma jovem religiosa e um capitão da marinha nazi daria, só por si, pano para mangas junto de quem aprecia o politicamente correcto...

    . O NOME DA ROSA (1986, Jean-Jacques Annaud)

    Fama: rating de 7.8 no IMDB; 76% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; alguns prémios europeus, nomeadamente um BAFTA de Melhor Actor para Sean Connery; impulsionado pelo romance de Umberto Eco em que se inspira, a impressão geral é de que se trata de "um bom filme".

    Ódio: ao "despir" o argumento dos elementos narrativos do romance para apostar na história de mistério num convento medieval, acaba por ser uma manta de retalhos cinematográfica de personagens mal definidas, suspeitas que nunca chegam ao estatuto de red herrings e acontecimentos mal sugeridos e/ou resolvidos; Umberto Eco não é "infilmável", apenas requereria mais "tacto" na sua adaptação.

    . MOULIN ROUGE (2001, Baz Luhrmann)

    Fama: rating de 7.6 no IMDB; 76% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; vencedor de três Globos de Ouro (incluíndo Melhor Filme — Musical ou Comédia) e dois Óscares da Academia; desde a sua estreia, é presença assídua nas listas de melhores musicais de todos os tempos.

    Ódio: muito movimento, muita cor, muito efeito sonoro mas nenhuma alma; o frenesim, criado sobretudo na sala de montagem, tenta compensar a total ausência de originalidade do filme: a banda sonora é uma colectânea de covers, a temática romântica plagia descaradamente Shakespeare e as interpretações não merecem sequer o adjectivo overacting (Nicole Kidman incluída); tudo isto e ainda a dor de cabeça, proveniente dos cortes incessantes entre planos de meio segundo, que a sua visualização me proporciona.

    --//--

    Obrigado, David, Sofia e Bruno pelo convite!

    sexta-feira, dezembro 30, 2011

    2011 no Cinema (2ª Parte)

    2011: OS MELHORES

    Apesar dos tempos conturbados que a Sétima Arte parece enfrentar — desempenhos irregulares de bilheteira, a "morte" da película, o constante sentimento de desconforto na indústria —, permanece na memória o melhor que se viu e produziu em 2011.

    Segue-se a habitual selecção do Keyzer Soze dos 10 melhores filmes estreados comercialmente no nosso país em 2011, justificados (e esta é a novidade deste ano) através de sequências representativas dos títulos eleitos.

    O rol de obrigatórias menções honrosas, para uma efectiva compreensão do ano cinematográfico prestes a encerrar, é apenas consequência da variedade qualitativa a que assistimos.

    Para debate, refutação e memória futura:

    10º
    POST MORTEM (Pablo Larraín)






    INSIDIOSO (James Wan)






    JANE EYRE (Cary Fukunaga)






    SUBMARINO (Richard Ayoade)






    UMA SEPARAÇÃO (Asghar Farhadi)






    CISNE NEGRO (Darren Aronofsky)






    O ATALHO (Kelly Reichardt)



    <a href="http://www.bing.com/videos/browse?mkt=en-us&amp;vid=921c9214-8791-40d2-b0d0-3ea47ff469cb&amp;src=v5:embed::" target="_new" title="&#39;Meek&#39;s Cutoff&#39; Clip: &quot;Chaos and Destruction&quot;">Video: &#39;Meek&#39;s Cutoff&#39; Clip: &quot;Chaos and Destruction&quot;</a>


    ROAD TO NOWHERE — SEM DESTINO (Monte Hellman)





    ex-aequo
    VALHALLA RISING — DESTINO DE SANGUE (Nicolas Winding Refn)





    DRIVE — RISCO DUPLO (Nicolas Winding Refn)






    A ÁRVORE DA VIDA (Terrence Malick)





    Menções honrosas para (e por ordem de estreia no nosso país): o melancólico e trágico BIUTIFUL (Alejandro González Iñárritu); a crueza da natureza humana em DESPOJOS DE INVERNO (Debra Granik); a sublime descoberta da beleza em POESIA (Chang-dong Lee); o onirismo do jovem protagonista de MEL (Semih Kaplanoglu); a retórica da lei da bala em TROPA DE ELITE 2 — O INIMIGO AGORA É OUTRO (José Padilha); o formalismo histórico de 48 (Susana Sousa Dias); a anarquia artística de BANKSY — PINTA A PAREDE! (Banksy); o terrorismo globetrotting de CARLOS (Olivier Assayas); a descomprometida intensidade de EU VI O DIABO (Jee-woon Kim); Hemingway, Dali e Fitzgerald em MEIA-NOITE EM PARIS (Woody Allen); o real social de SANGUE DO MEU SANGUE (João Canijo); e aquilo que não se revela à superfície em UM MÉTODO PERIGOSO (David Cronenberg).

    quinta-feira, junho 30, 2011

    #15



    ... segundo o César Paulo Salema, do A Vida É Uma Magnólia, o primeiro blog não-cinéfilo a contribuir para esta iniciativa:

    1. MAGNÓLIA
    (1999, Magnolia, Paul Thomas Anderson)



    Porque os sapos da nossa vida tombam dos outros céus, porque é difícil falar-se de vidas tão sérias de forma mais sublime...

    2. COLISÃO
    (2004, Crash, Paul Haggis)



    Porque o toque no outro faz-nos sempre muito bem e seca as nossas indiferenças...

    3. O MISTÉRIO DE OBERWALD
    (1981, Il mistero di Oberwald, Michelangelo Antonioni)



    Porque as águias têm sempre duas cabeças e o coração tem sempre três portas...

    4. CINEMA PARAÍSO
    (1988, Nuovo Cinema Paradiso, Giuseppe Tornatore)



    Porque a Sétima Arte é a primeira e nunca ninguém a cantou tão bem...

    5. O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE
    (2001, Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain, Jean-Pierre Jeunet)



    Porque sinceridade significa não ter máscaras («sem ceras», percebem?)...

    6. O PACIENTE INGLÊS
    (1996, The English Patient, Anthony Minghella)



    Porque os poetas andam à solta mesmo nas páginas mais negras da nossa História e porque o Amor Maior vence sempre, mesmo que «post mortem»...

    7. GOSFORD PARK
    (2001, Gosford Park, Robert Altman)



    Porque é o mais fantástico «policial» que vi até hoje e porque lá brilha Maggie Smith...

    8. A BARREIRA INVISÍVEL
    (1998, The Thin Red Line, Terrence Malick)



    Porque ali tudo faz sentido, mesmo numa guerra sem sentido...

    9. FALA COM ELA
    (2002, Hable con ella, Pedro Almodóvar)



    Porque as melhores palavras são aquelas que ficam por dizer, ao som de Caetano e valsando Pina Baush...

    10. O CAÇADOR
    (1978, The Deer Hunter, Michael Cimino)



    Porque o absurdo vinga no Mundo, porque há sempre uma roleta russa a marcar-nos a vida...

    --//--

    Obrigado, César, pela tua participação!

    domingo, maio 22, 2011

    Festival de Cannes 2011 — Os Prémios



    Robert De Niro e restantes membros do Júri do 64º Festival de Cannes anunciaram, há poucas horas e durante a Cerimónia de Encerramento, os galardoados nas diversas categorias em Competição.



    Confirmando a notoriedade que lhe foi granjeada antes e durante o Festival, a atribuição da Palma de Ouro a THE TREE OF LIFE permite que o nome de Terrence Malick fique indelevelmente marcado à edição deste ano.

    O palmarés da edição de 2011 ficou assim estabelecido:

    • EM COMPETIÇÃO — LONGA-METRAGEM


    Palma de Ouro
    THE TREE OF LIFE (EUA), de Terrence Malick.

    Bill Pohlad e Dede Gardner, ao lado de Jane Fonda, aceitaram a Palma de Ouro em nome do ausente Terrence Malick.

    Grande Prémio do Júri
    ONCE UPON A TIME IN ANATOLIA (Bósnia-Herzegovina / Turquia), de Nuri Bilge Ceylan.



    ex-aequo

    LE GAMIN AU VÉLO (Bélgica / França / Itália), de Jean-Pierre e Luc Dardenne.



    Prémio de Realização
    Nicolas Winding Refn, por DRIVE (EUA).

    Nicolas Winding Refn e o seu prémio

    Prémio do Júri
    POLISSE (França), de Maïwenn.

    A realizadora Maïwenn agradece o Prémio do Júri

    Prémio de Interpretação Masculina
    Jean Dujardin, por THE ARTIST (França), de Michel Hazanavicius.

    Dujardin posa junto de Catherine Deneuve

    Prémio de Interpretação Feminina
    Kirsten Dunst, por MELANCHOLIA, (Alemanha / Dinamarca / França / Suécia) de Lars von Trier.

    Kirsten Dunst, pouco depois de ser galardoada Melhor Actriz

    Prémio de Argumento
    Joseph Cedar, por HEARAT SHULAYIM (Israel).

    Palma de Ouro - Curta Metragem
    CROSS-COUNTRY, (França / Ucrânia), de Maryna Vroda.



    Caméra d'Or
    LAS ACACIAS (Argentina / Espanha), de Pablo Giorgelli.



    Prémio FIPRESCI (Federação Internacional de Críticos de Cinema)
    LE HAVRE (Alemanha / Finlândia / França), de Aki Kaurismäki.

    Prémio Ecuménico do Júri
    THIS MUST BE THE PLACE (França / Irlanda / Itália), de Paolo Sorrentino.

    • UN CERTAIN REGARD


    Prémio Un Certain Regard
    ARIRANG (Coreia do Sul), de Kim Ki-duk.

    ex-aequo

    HALT AUF FREIER STRECKE (Alemanha), de Andreas Dresen.



    Prémio do Júri
    ELENA (Rússia), de Andrey Zvyagintsev.

    --//--

    A lista completa dos laureados pode ser consultada aqui.

    [Crédito de imagens: Site Oficial do Festival e Associated Press.]

    Creative Commons License
    Keyzer Soze's Place by Sam is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
    Based on a work at sozekeyser.blogspot.com.