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sábado, junho 30, 2012

Curiosidade da Semana



Do stop-motion de KING KONG (1933, Merian C. Cooper) até ao "mastodôntico" AVATAR (2009, James Cameron), eis uma breve história da Sétima Arte em torno das suas personagens criadas por efeitos visuais mais emblemáticas.

Ou a saga da busca contínua — para uns natural, para outros ilegítima — pelo realismo artificial cinematográfico.



[Fonte: lnrdshelby.]

sexta-feira, junho 22, 2012

Hollywood Buzz #170

O que se diz lá fora sobre BRAVE, de Mark Andrews, Brenda Chapman e Steve Purcell:



«This is a great-looking movie, much enlivened by the inspiration of giving Merida three small brothers, little redheaded triplets.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«BRAVE offers a tougher, more self-reliant heroine for an era in which princes aren't so charming, set in a sumptuously detailed Scottish environment where her spirit blazes bright as her fiery red hair.»
Peter Debruge, Variety.

«The tussling between Elinor and Merida is familiar, but while the mother-daughter clashes may make the story "relatable," they drain it of its mythopoetic potential, turning what could have been a cool postmodern fairy tale into another family melodrama.»
Manohla Dargis, The New York Times.

«Merida may be a headstrong heroine, a feisty animated hybrid who calls to mind Katniss Everdeen, Bella Swan, and the neo-fairy-tale protagonist who faces off against her evil stepmother in SNOW WHITE AND THE HUNTSMAN. But she is also, for safety's sake, a nice girl in a pretty green dress who loves her family and believes in dynasty.»
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

«Visually stunning and strongly voiced, but doesn't take any real risks.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

quinta-feira, março 08, 2012

Curiosidade da Semana



Se mais argumentos fossem necessários para provar que a Pixar é a principal geradora de ícones cinematográficos da actualidade, o designer Wonchan Lee acaba de acrescentar mais um. E bastante persuasivo, por sinal.

Mike Wazowski, Nemo, Mr. Incredible, Ratatui e Carl Fredricksen, entre outros, são recriados nestes posters minimalistas na forma mas encantadores no seu âmago. O melhor é observar alguns exemplos duma "colecção" que pode ser visualizada, na íntegra e em pormenor, aqui.











[Fonte: Fast Company.]

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Curiosidade da Semana



A moda dos mash-ups (união de dois trailers distintos, conferindo todo um novo aspecto a um determinado filme) não é recente. Contudo, Brad Hansen começa a ser um nome a ter em atenção neste género de exercício.

Depois de The Lion King Rises, é a vez de WALL-E receber um tratamento semelhante, agora inspirado nos sons e atmosfera do trailer de PROMETHEUS, próximo filme de Ridley Scott que estreia, em Portugal, no próximo mês de Junho. E, uma vez mais, o resultado é fantástico:



[Fonte: Cinema Blend]

terça-feira, dezembro 27, 2011

#34



... segundo as palavras do derradeiro participante desta iniciativa — a saber, o ArmPauloFer, do blog Ecos Imprevistos:

Fazer uma escolha dos 10 filmes da minha vida não é uma tarefa assim tão simples quanto parecia. Perante tal dilema, decidi que os 10 filmes teriam de representar a evolução de quem sou e com isso serem escolhas irrevogáveis. Escolhas que, apesar de subjectivas, não mudem nem hoje nem daqui a 40 anos e por isso intensamente profundas para mim.

. SUPER-HOMEM
(1978, Superman, Richard Donner)



Ser criança, ler comics, ter o Super no top dos preferidos, tentar fazer desenhos dele... e um dia ver em imagem real que este homem realmente voa, segura um helicóptero com uma mão e faz de linha férrea para impedir o descarrilar dum comboio (e muito mais no mesmo decorrer de filme), com tudo tão bem feito, com uma icónica banda-sonora tão imponente que ainda hoje me arrepia (verídico)... foi memorável até hoje. Exibido numa Quarta-feira, na "Lotação Esgotada" da RTP1, fez com que na primária não se falasse de mais nada nos dias seguintes (o mesmo sucedeu com o Rambo...).

Em casa, andei muitas vezes com uma toalha pelas costas a fazer de capa, a desenhar montes de Superman e especialmente o "S" com obsessão. Ainda hoje o faço...
O verdadeiro primeiro filme da minha vida, pelo impacto que teve (as repercussões chegam até à minha profissão — artes gráficas) e um que relembro constantemente ao longo dos anos.

Ao lado deste e com igual impacto, o primeiro BATMAN de Tim Burton... ambos são inabaláveis.


. REGRESSO AO FUTURO
(1985, Back to the Future, Robert Zemeckis)



Este filme representa a primeira vez que fui ao cinema e a sair da sala totalmente maravilhado. Já tinha ido antes mas eu queria era mais maravilhamento, coisa que o MÚSICA NO CORAÇÃO não foi suficiente.

O Michael J.Fox no skate, a canção do Huey Lewis, as portas do carro que abriam para cima, que na verdade é uma máquina do tempo que deixa trilhos de fogo quando parte, um cientista maluco espectacular, paradoxos temporais e existenciais, diversas linhas temporais, uma grande aventura... isto era magia pura!!!

Era um puto de 10 anos em êxtase e o título do filme até serviu de razão para o professor de inglês, na preparatória, evidenciar as diferenças do inglês americano para o de Londres. A utilidade pedagógica do cinema...


. A LISTA DE SCHINDLER
(1993, Schindler's List, Steven Spielberg)



Com este filme Spielberg reúne tudo o que de melhor sabe e para mim ergue talvez mesmo a sua obra-prima de sempre. Não só é um belíssimo tributo a Schindler e ao legado deixado, como serve de visao personalizada da guerra, do holocausto nazi, da recessão, da fome, etc... como também por nos colocar junto das vitimas desafortunadas e sobretudo da tremenda luta que Schindler travou pelos "seus" judeus.

A "magia" visual de Spielberg também foi aplicada nesta obra ao preto-e-branco, pois o quanto nos marca e intriga os vislumbres da criança a cores...

Avassalador!


. PULP FICTION
(1994, Pulp Fiction, Quentin Tarantino)



Tinha ficado impressionado com o CÃES DANADOS numa exibição no Fantasporto e lá fui ver este, que até despertava curiosidade em ver como se safava a portuguesa Maria de Medeiros num filme americano. Quando saí da sala de cinema (o extinto Lumiere -Porto), estava de sorriso largo. Encheu-me as medidas este tremendo filme puzzle sem perder de vista a "pop culture" e mais que isso, que inesquecível banda-sonora!

Não foi à toa que foi o primeiro CD de uma OST que adquiri e também o meu primeiro DVD (nem leitor tinha sequer).

É para mim a obra-prima absoluta de Quentin Tarantino. Incontornável!


. TOY STORY: OS RIVAIS
(1995, Toy Story, John Lasseter)



Quando saiu fui ver e... naquele momento percebi claramente que esta animação era especial sob qualquer perspectiva. Um filme singular e sem igual, acima de tudo pela novidade de ser gerado inteiramente por computador e, apesar de todo o artificio técnico, sabia contar uma história com sub-textos de interpretação e sem esquecer o encantamento duma boa fantasia muito bem pensada. Revolucionário inquestionável!

Depois deste filme o nome Pixar ficou logo assimilado.


. ADEUS, PAI
(1996, Adeus, Pai, Luís Filipe Rocha)



Não foi o primeiro filme português que me levou ao cinema mas foi aquele que mais me impressionou e marcou. Um filme onde o termo "E se?" perdurou sempre na minha mente. No fundo, é uma criança que quer mais do seu pai... e o seu pai o atende mas tem um "adeus" no horizonte. Enternecedor, muito bom o exercício, magico e marcante. E surpreende com um final onde é o espectador que leva consigo a missão de aprender algo com esta história. Grande cinema moderno português!

. A MULHER QUE VIVEU DUAS VEZES
(1958, Vertigo, Alfred Hitchcock)



A semente cinéfila desenvolveu-se imenso nesta fase, desde as conversas com outros estudantes. Foi sobretudo, quando o grande cinefilo-critico Bénard da Costa, conduzia os seus programas cinéfilos na RTP2, gradualmente apresentando obras para a descoberta acontecer no espectador com entusiasmo.

Naquela altura, aqueles programas foram autênticas aulas de cinema, funcionavam por ciclos semanais e passando por diversos nomes importantes por semana, do Orson Welles a todos os outros, mas o desfile Hitchcock foi tão forte que parava ali quieto para nada perder, sendo o culminar a forma apaixonada como Bénard da Costa apresentou VERTIGO, onde primeiro contextualizou o que iríamos ver e depois de exibido regressaria para o debater, dando ênfase aos pontos chaves desta magnifico filme de Hitchcock. Gigantes: filme, realizador e o critico-didáctico.


. O QUARTO MANDAMENTO
(1942, The Magnificent Ambersons, Orson Welles)



nesquecível. Este é o filme de Welles que mais me impressionou, especialmente pela narrativa. Tenho a impressão que ficou sempre na sombra do CITIZEN KANE mas deixou-me encantado totalmente. Welles trata esta obra sobre a ascensão e queda de uma família, como um verdadeiro épico, que atravessa os tempos pontuado pela voz-off do realizador. Considero-o uma obra-prima!

. MATRIX
(1999, The Matrix, Andy e Larry Wachowski)



"What is the matrix?" era esta a pergunta que nos entregava o marketing, que de uma assentada só colocava o cerne da intriga na mente do ansioso espectador. E eu era um desses ansiosos em 1999. Digo, da minha apreciação que me significou imenso, maravilhou-me a todos os níveis a pontos de ser um pessoal standard cinéfilo de entretenimento de acção que atravessa tantos outros géneros com brilhantismo, tudo isto numa narrativa muito elaborada e com imensos sub-textos dignos de reflexão.

. DISPONÍVEL PARA AMAR
(2000, Fa yeung nin wa, Wong Kar Wai)



Tenho um fascínio tremendo por esta obra. A dolência da imagem, o apuro visual, a precisão da banda-sonora, o design de produção, o vestuário e toda a classe que emana num historia marcante onde a honra e princípios sociais retiram o poder de entrega física a duas pessoas que sabem terem sido traídas pelos cônjuges e acabam ambos descobrindo um verdadeiro amor mútuo... mas impedem-se de consumar tão forte amor. Magnífico!

--//--

Obrigado, Armindo, pela tua participação!

quarta-feira, outubro 12, 2011

#25



... segundo as palavras da Ana Cardoso, que embora não sendo blogger de cinema, nunca escondeu a sua paixão pela Sétima Arte:

Antes de apresentar as minhas escolhas, queria apenas dizer que estas foram baseadas no apelo pessoal de cada filme. Ou seja, não me vão ver a justificar as minhas opiniões com base na técnica ou no facto de o filme ser um clássico ou não. São filmes tiveram determinado impacto em mim devido à minha idade quando os vi e à altura quando os vi.

Os filmes não estão organizados por ordem alfabética, e não por ordem de preferência.


. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
(1951, Alice in Wonderland, Clyde Geronimi, Wilfred Jackson e Hamilton Luske)



Este é o meu filme de animação favorito da Disney. Eu sempre gostei muito de histórias, principalmente mirabolantes, e este filme tinha tudo: comida que fazia crescer, bebidas que faziam encolher, flores que cantavam, exércitos de baralhos de cartas, uma "festa de chá" muito sui generis... Todo aquele absurdo era apelativo para mim e é, sem dúvida, o filme da Disney que mais vezes vi. Até já perdi a conta.

. A BELA E O MONSTRO
(1991, Beauty and the Beast, Gary Trousdale e Kirk Wise)



Mais um filme de animação (e não fico por aqui). A história é um clássico, a heroína é um bom exemplo para pessoas de todas as idades, há objectos que falam, uma batalha na torre de um palácio e tem aquela que, na minha opinião, é a melhor música da Disney: Beauty and the Beast. Mas a versão da Angela Lansbury, não a da Celine Dion.

É sempre bonito mencionar o facto de este ter sido o primeiro filme de animação a ser nomeado para o Oscar de Melhor Filme. Mas eu quando me apaixonei pelo filme ainda não sabia isso. Aliás, acho que aos 4 anos nem sabia o que eram os Oscars.


. EDUARDO MÃOS-DE-TESOURA
(1990, Edward Scissorhands, Tim Burton)



A primeira vez que vi este filme ainda não sabia ler, portanto não conseguia perceber as legendas. A minha prima estava ao meu lado e ia tentando explicar a história. É claro que o meu cérebro de 3 anos não conseguiu reter muita coisa dessa primeira visualização, mas ficou o essencial: 1. era um conto de fadas 2. era um conto de fadas mirabolante. Foi o que bastou. Depois de crescer e de mais umas tantas visualizações, ficou retido o seguinte: 1. era um conto de fadas 2. era um conto de fadas mirabolante 3. era um conto de fadas mirabolante com o Vincent Price. E para mim chega.

. GLADIADOR
(2000, Gladiator, Ridley Scott)



O Gladiator está nesta lista, porque marcou a minha transição entre ver filmes e ver filmes com atenção. Quando o vi pela primeira tinha cerca de 11/12 anos e foi o primeiro filme em que, realmente, comecei a prestar atenção a coisas como interpretação, cenários, iluminação... Foi como que um despertar, por assim dizer. E a partir daí comecei a ver filmes com outros olhos.

. SAGA HARRY POTTER
(2001, 2002, 2004, 2005, 2007, 2009, 2010, 2011, Harry Potter and the Philosopher's Stone, Harry Potter and the Chamber of Secrets, Harry Potter and the Prisoner of Azkaban, Harry Potter and the Goblet of Fire, Harry Potter and the Order of the Phoenix, Harry Potter and the Half-Blood Prince, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1, Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2, Chris Columbus, Alfonso Cuarón, Mike Newell, David Yates)



Já que me foi permitido a pequena "batota" de pôr filmes relacionados na mesma posição, aqui ficam oito de uma vez.

A razão de os filmes do Harry Potter aqui estarem... Não sei bem como lhe chamar.
Geekness? Talvez. Adoro os livros. Foram dez anos a lê-los, a história do Harry e dos amigos é, sinceramente, uma das coisas mais bonitas que já tive o prazer de ler e os filmes estão aqui por causa disso. Porque são a manifestação cinematográfica de sete livros que mais prazer me deram de ler.

. A PRINCESA MONONOKE
(1997, Mononoke-hime, Hayao Miyazaki)



Foi complicado escolher só um do Miyazaki. Muito complicado. São todos maravilhosos. E, sinceramente, nem sei explicar porque escolhi este. Só tinha espaço para um e foi algo um bocado à sorte. O Miyazaki é um génio da animação e do storytelling.

. A PEQUENA SEREIA
(1989, The Little Mermaid, Ron Clements e John Musker)



Adoro a impulsividade e a rebeldia da Ariel, a personalidade do Sebastião e a fabulosa vilã que é a Úrsula. É também o filme que marca o começo da Disney Renaissance e que nos deu alguns dos melhores filmes produzidos pelo estúdio, incluindo os chamados Fabulous Four.

. MÚSICA NO CORAÇÃO
(1965, The Sound of Music, Robert Wise)



Ainda não sabia falar inglês e já sabia cantar as músicas deste filme. Não fazia ideia do que estava a dizer, mas os sons que eu imitava eram bonitos. Este é mesmo um dos melhores exemplos de algo que me marcou na infância e que me acompanhou enquanto crescia. Continuo a saber as músicas de cor e não me canso de ver este filme.

. TRILOGIA TOY STORY
(1995, 1999, 2010, Toy Story, Toy Story 2, Toy Story 3, John Lasseter, Ash Brannon, Lee Unkrich)



Adoro a Pixar. Adoro ao ponto da cegueira. Consigo admitir que alguns filmes podem ter defeitos, mas facilmente consigo ignorar esse facto. E de entre os filmes da Pixar, os que mais adoro são os do Toy Story, principalmente o Toy Story 3. Era miúda quando saíram os dois primeiros e quando o último saiu o ano passado não pude deixar de me identificar com o Andy. Mesmo apesar da minha "cegueira", tento avaliar objectivamente o Toy Story 3 ao dizer que é perfeito. A história prende ao ecrã, os brinquedos fazem rir, dão pena, fazem chorar... E nem são pessoas. São brinquedos. Intangíveis, ainda por cima.

. QUE TERIA ACONTECIDO A BABY JANE?
(1962, What Ever Happened to Baby Jane?, Robert Aldrich)



A interpretação da Bette Davis neste filme é absolutamente fabulosa. Ou assombrosa, melhor dizendo. Vi o filme pela primeira vez há alguns anos e fiquei deslumbrada com ela. E desde então, já voltei a ver o filme muitas vezes e mais. E a sensação de deslumbre é sempre intensa.

--//--

Obrigado, Ana, pela tua participação!

sexta-feira, junho 24, 2011

Hollywood Buzz #129

O que se diz lá fora sobre CARS 2, de John Lasseter:



«CARS 2 is fun. Whether that's because John Lasseter is in touch with his inner child or mine, I cannot say.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«It is not entirely without charm or wit. Directed by John Lasseter (with Brad Lewis credited as co-director) from a script by Ben Queen, CARS 2 lavishes scrupulous imaginative attention on its cosmopolitan settings.»
Manohla Dargis, New York Times.

«The rare sequel that not only improves on but retroactively justifies its predecessor, this lightning-paced caper-comedy shifts the franchise into high gear with international intrigue, spy-movie spoofery and more automotive puns than you can shake a stickshift at, handling even its broader stretches with sophistication, speed and effortless panache.»
Justin Chang, Variety.

«Not to get all Dorothy about it, but when it comes to CARS, there's no place like home. The emotional punch of the original is inextricably rooted in the movie's appreciation of off-the-beaten-track America, and all that homegrown vintage car culture signifies.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Cooler cars and more action follow Lightning and Mater as they mix it up with spies and Formula 1 racers in yet another Pixar winner.»
Todd McCarthy, The Hollywood Reporter.

sábado, novembro 27, 2010

"What are your Oscar chances?" #2

TOY STORY 3



TOY STORY 3 dissipou qualquer reticência que ainda poderia existir acerca da maturidade narrativa e técnica alcançada pela parceria Disney/Pixar.

Crítica e espectadores renderam-se a esta crise existencial de um grupo de brinquedos à beira da reforma, assumindo desde muito cedo a dianteira enquanto a obra de animação que, este ano, esmera-se — e como nunca! — para enfrentar candidatos de "carne e osso".

Análise factual:

Desempenho de bilheteira: É "simplesmente" o filme que mais rendeu em 2010, tanto nos EUA como no mercado global, totalizando um total de receita que ultrapassam o mil milhão de dólares(1).

Recepção crítica: Com uma aprovação na ordem dos 99% por parte dos críticos do Rotten Tomatoes(2), será necessário acrescentar mais alguma informação?

Avaliação de cenários:

Cenário provável: As nomeações para Melhor Filme e Melhor Argumento Adaptado estão quase garantidas, assim como a conversão do seu favoritismo no Óscar de Melhor Filme Animação em vitória, repetindo o percurso, no ano passado, de UP — ALTAMENTE!.

Cenário de sonho: Foi noticiado recentemente o empenho, durante os próximos meses, por parte da Disney para que o filme arrecade a estatueta de melhor filme de 2010. Se tal campanha for executada eficazmente, as perspectivas de sucesso de TOY STORY 3 em se tornar no primeiro título de animação a atingir esse estatuto são animadoras.

Cenário a evitar: Falhar a nomeação para Melhor Filme fará de TOY STORY 3, imediata e obrigatoriamente, o grande derrotado do ano.

--//--

Consideram que é este ano que a animação triunfará nos Óscares? Existirá algum "brinquedo maléfico" a impedir o bom percurso de TOY STORY 3? Partilhem a vossa opinião.

sexta-feira, junho 18, 2010

Hollywood Buzz #86

O que se diz lá fora sobre TOY STORY 3, de Lee Unkrich:



«This is a jolly, slapstick comedy, lacking the almost eerie humanity that infused the earlier TOY STORY sagas, and happier with action and jokes than with characters and emotions.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«As sweet, as touching, as humane a movie as you are likely to see this summer.»
A.O. Scott, The New York Times.

«TOY STORY 3 is a salute to the magic of making believe.»
Owen Gleiberman, Entertainment Weekly.

«Woody, Buzz and playmates make a thoroughly engaging, emotionally satisfying return.»
Michael Rechtshaffen, The Hollywood Reporter.

«This tertiary adventure delivers welcome yet nonessential fun, landing well after its creators have grown up and succeeded toying with more sophisticated stories.»
Peter Debruge, Variety.

segunda-feira, agosto 17, 2009

UP — ALTAMENTE (2009), de Pete Docter e Bob Peterson



Walt Disney afirmou uma vez, numa espécie de legado aos futuros colaboradores do seu estúdio de animação, que "sem personalidade, uma personagem pode fazer ou dizer interessantes conceitos, mas se a audiência não se identificar com essa personagem, as suas acções tornam-se irrelevantes. E sem personalidade, a história nunca encontrará ressonância junto dos espectadores". Décadas depois do seu desaparecimento, a citação acima referida parece, cada vez mais, ter encontrado os intérpretes ideiais nos responsáveis da Pixar, a proeminente colaboradora da casa-mãe Disney.

Elaborar um digno sucessor do fenomenal WALL-E (2008) não se afigurava tarefa fácil mas, para a Pixar, nem o céu é limite (garanto que o recurso a esta figura de estilo é propositada) no que toca à concepção de longas-metragens que superem êxitos totalmente frescos na memória de milhões de espectadores. UP — ALTAMENTE é o mais recente filão criativo da parceria Disney - Pixar, sendo o equivalente, em termos de maturidade narrativa e dimensão psicológica dos personagens, da mestria tecnológica alcançada em WALL-E.



UP — ALTAMENTE traça o percurso de Carl Fredricksen, um septuagenário cuja viuvez e solidão petrificaram as suas emoções. A ameaça da desenfreada especulação imobiliária instalada à porta da casa onde, durante décadas, viveu os melhores anos da sua existência — atente-se ao fabuloso prólogo que serve de explicação biográfica do protagonista, assinalando o maior pico emocional do filme antes deste completar meia hora de metragem — leva Fredricksen a fugir da frieza sentimental que o rodeia e a embarcar (com a preciosa ajuda de uns milhares de balões atados à sua moradia...) na aventura de materializar um incumprido desejo da sua falecida esposa. Uma "cruzada" inesperadamente partilhada com Russell, bonacheirão escuteiro empenhado na conquista da importante medalha de mérito por «ajudar velhinhos», mas que (cedo nos apercebemos desse facto) também enfrenta um período de défice afectivo resultante da constante ausência da sua figura paternal.

Estabelecido este improvável duo de "sidekicks", UP — ALTAMENTE não perde tempo em pôr em prática o ritmo desenfreado e de timing perfeito de sequências que já constitui imagem de marca da Pixar, assim como o rol de secundários inesquecíveis — destaque para Dug, o cão-falante, para o qual não é má ideia desenvolver um spin-off —, paisagens exóticas que atestam a maturidade técnica do estúdio e o inevitável supra vilão, cujas acções, neste contexto, são também motivadas por um desejo vitalício nunca realizado.



Pouco adianta, na minha opinião, relçar o brilhantismo estético que a Pixar consegue sempre almejar através da manipulação de uns quantos gigabytes para criar uma narrativa de animação; WALL-E, volto a frisar, será, por muito tempo, obra de análise imprescindível para todos os que pretendam singrar neste ramo da indústria. O que mais salienta da visualização de UP — ALTAMENTE é a venerada obediência da Pixar face ao dogma expresso por Walt Disney e que é citado na introdução deste texto. Aquele ideal é o pilar do sucesso crítico e financeiro deste filme, o qual, antes da sua distribuição comercial, gozou de honras de abertura do último Festival de Cannes e, não esqueçamos, a recente decisão da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em nomear, já na próxima edição, dez títulos para a categoria de Melhor Filme, possibilitará a sua quase garantida inclusão naquele lote.

A sorte protege os audazes — e a audácia do ancião Carl Fredricksen "clama" por um honroso reconhecimento.

segunda-feira, maio 18, 2009

Hollywood Buzz #46

O que se diz lá fora (mais propriamente, em Cannes) acerca de UP:



«This is a wonderful film. It tells a story. The characters are as believable as any characters can be who spend much of their time floating above the rain forests of Venezuela.»
Roger Ebert, Chicago Sun-Times.

«Depending on what you think of CARS, Pixar makes it either 91/2 out of 10 or 10 for 10 with UP, a captivating odd-couple adventure that becomes funnier and more exciting as it flies along.»
Todd McCarthy, Variety.

«Pixar again raises the bar to wondrous new heights.»
Michael Rechtshaffen, Hollywood Reporter.

«UP freshens traditional Disney values with Pixar vivacity. »
Lisa Schwarzbaum, Entertainment Weekly.

«Extending the patented Pixar mix of humor and heart, UP is the studio's most deeply emotional and affecting work. »
Richard Corliss, Time Magazine.

sexta-feira, maio 15, 2009

Festival de Cannes 2009 — Dia 1



Assinalando a primeira vez que um filme de animação ocupa honras de abertura do Festival, Cannes engalanou-se para a ante-estreia mundial de UP, a nova produção Pixar/Disney, no passado dia 13.



Apesar da crise que, este ano, se sente de forma vincada na Côte d'Azur sob a forma de hotéis menos cheios e empresários financeiramente mais contidos, a festa não parece perder nenhum dos seus atractivos habituais:

Isabelle Huppert, presidente do júri do 62º Festival de Cannes, posa para os fotógrafos

Robin Wright Penn na passadeira vermelha, aquando da ante-estreia de UP

Quanto a UP, sem surpresas e como já é apanágio da Pixar, foi extremamente bem recebido, tanto pelo público como pela crítica. Por ser um filme em 3D, o gáudio da audiência foi mesmo visível...

Pete Docter (realizador) e John Lasseter (produtor) após a conferência de imprensa de UP

Os óculos 3D marcaram presença na projecção de UP

Nota final para TETRO, de Francis Ford Coppola, que foi projectado no 'Directors' Fortnight', evento que decorre na véspera do primeiro dia do Festival. 30 anos depois da Palma de Ouro conquistada com APOCALYPSE NOW, TETRO assinalou um célere e discreto regresso de Coppola a Cannes...

Coppola posa para os fotógrafos

sábado, março 21, 2009

Movie Clipping



Notícias em destaque:

  • Filmagens do biopic de John Lennon arrancaram:

  • Intitulado NOWHERE BOY, e realizado pelo estreante Sam Taylor-Wood, debruça-se sobre a adolescência de Lennon, com especial enfoque para a relação do músico com a sua Mãe Julia e tia Mimi desde os 15 anos até ao momento em que se juntou aos Beatles para actuar em Hamburgo.
    Lennon será interpretado por Aaron Johnson [O ILUSIONISTA (2006)] e Kristin Scott Thomas [O PACIENTE INGLÊS (1996)] encarnará o papel de sua mãe. A estreia, de acordo com esta fonte, está prevista para o início de 2010.

  • 62ª edição do Festival de Cannes já "mexe":


  • A nova proposta de animação da Pixar, UP, irá conhecer a sua estreia mundial na noite inaugural do próximo Festival de Cannes, que se realizará de 13 a 24 de Maio. Esta escolha assinala a primeira vez que um filme de animação inaugura o Festival.

    Novos Trailers:

  • ORPHAN



  • THIRST



  • AWAY WE GO



  • CHÉRI



  • sábado, março 14, 2009

    Movie Clipping



    Notícias em destaque:

  • O futuro de Hollywood:

  • Segundo a Forbes, eis os 10 nomes com mais potencial de desenvolvimento. Neste link, é analisado o ranking de cada jovem actor, assim como os motivos para a sua inclusão na lista.

  • Scarlett Johansson expande o seu curriculum...:


  • ... em personagens baseadas de obras de banda desenhada. Depois de GHOST WORLD e THE SPIRIT, a actriz norte-americana personificará a Black Widow (uma assassina do KGB criada, entre outros, por Stan Lee nos anos 60), no segundo filme dedicado ao Homem de Ferro, com estreia prevista para 2010.

    Novos Trailers:

  • UP



  • BLOOD: THE LAST VAMPIRE



  • THE LIMITS OF CONTROL



  • DRAG ME TO HELL



  • quarta-feira, março 12, 2008

    Trailer final de WALL-E

    Nos dois minutos e meio abaixo apresentados, julgo que não existirão mais dúvidas de estarmos perante a obra-prima de animação de 2008:



    A estreia, nos EUA, é em Junho. Entretanto, aconselho que o realizador Andrew Stanton (também responsável por À PROCURA DE NEMO) comece a preparar o seu discurso de agradecimento quando receber o Óscar de Melhor Animação de 2008 (já agora, de todos os outros prémios que este WALL-E vai arrecadar...).

    sexta-feira, fevereiro 29, 2008

    Antestreia da Semana



    Conhecedor de campanha publicitária há já alguns meses, só agora decidi dar o destaque à parceria Disney - Pixar para 2008 WALL-E.

    Para além dos teasers e promos que têm sido alvo de grande escrutínio e louvor, WALL-E já possui poster oficial e final:



    Nunca um robot teve um aspecto tão personalizado e, sejamos sinceros, "fofo":



    E com um trailer destes, alguém tem dúvidas de que estamos perante um dos sucessos do ano?



    Estreia prevista, para os EUA, a 27 de Junho.

    Creative Commons License
    Keyzer Soze's Place by Sam is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
    Based on a work at sozekeyser.blogspot.com.